Inclusão pela Música

Desde 2019 que a Fundação Galp apoia os Som Sim Zero, um projeto artístico de inclusão social que junta a Associação de Surdos da Ilha de São Miguel e da Escola de Música de Rabo de Peixe, sob direção do coletivo artístico Ondamarela. A iniciativa explora a relação do som e espaço de quem vive num mundo de silêncio, num trabalho desenvolvido pelo Festival Tremor nos Açores, onde os Som Sim Zero têm apresentado concertos e residências artísticas.

Tremor: O Festival

O Tremor é um festival cultural e artístico que toma São Miguel como um palco privilegiado para a música. Inclui uma programação diversificada e junta concertos, interações na paisagem, laboratórios, momentos dedicados ao pensamento, arte e residências artísticas que se fundem com a comunidade local. 

Mais informações sobre o festival aqui.

Som Sim Zero no Tremor 2022

Documentário

A música não é só mais uma arte. É linguagem, energia e toca no coração das pessoas. Tão profundamente que acaba por ser "ouvida" mesmo no silêncio de quem não sabe a que soa um acorde, uma batida, uma voz. Não sabe, mas sente.

“Nunca pensei que ao tocar sentiria isto, é como um sismo”, explica a artista Romana Valéria com os seus trejeitos expressivos da Língua Gestual Portuguesa com que comunica.

É isto que em parte nos mostra  o mais recente documentário do projecto Som Sim Zero - uma banda composta por elementos da Associação de Surdos da Ilha de São Miguel (ASISM), da Escola de Música de Rabo de Peixe, liderada pelo colectivo artístico Ondamarela.

Na edição deste ano, juntaram-se o Coral de São José e a Associação de Surdos da Ilha de São Miguel (ASISM), levando a emoção ao rubro na Igreja do Colégio, um espaço muito diferente das edições anteriores, mais “silencioso” e menos vibrações, o que representou desafios acrescidos para os participantes surdos.

Os sons de quem ouve misturaram-se com os de quem não ouve, constituindo uma experiência musical única."

Veja o documentário

 

Som Sim Zero no RiR 2022

Documentário

Em 2022, a orquestra açoriana saiu da ilha, uma experiência nova para a maioria dos participantes, levando na bagagem sonhos, instrumentos e expectativas, para ser “cabeça de cartaz” no Rock in Rio de Lisboa com um espetáculo vibrante em energia e emoção.

Um momento que serviu de mote para uma onda de mobilização em torno da inclusão social, encorajando cada um de nós a olhar a diversidade pelo seu valor e riqueza, esbatendo estigmas e assim construir uma sociedade mais humana.

O coletivo de 22 artistas que se apresentou em palco mostrou que “Nenhum homem é uma ilha” e que a música tem o poder de esbater diferenças e de unir as pessoas em torno desta arte de linguagem universal.

Veja aqui o documentário.

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