Fumukaba

Projeto | Fumukaba 

Substituição de carvão vegetal e lenha por gás butano para mais de 25 mil famílias

Cerca de 95% da população residente na Guiné-Bissau utiliza lenha e carvão vegetal para a cozinha e outras necessidades energéticas devido à baixa produção de energia elétrica e à quase inexistência de fornecimento de gás butano.

Perante fracas condições financeiras, tanto nos centros urbanos como nas zonas rurais da Guiné-Bissau, as pessoas utilizam excessivamente estes combustíveis na preparação de alimentos, o que gera um grande impacto negativo na saúde e no ambiente.

O Projeto Fumukaba promove a substituição de carvão vegetal e lenha por gás butano na confeção de alimentos em agregados familiares na Guiné-Bissau. O Fumukaba terá impacto em mais de 25 mil agregados familiares de bairros de Bissau (cerca de 50% das famílias residentes na região) e contribuirá para:

  • O uso de uma energia mais limpa no interior das habitações, com forte impacto na saúde e no ambiente;
  • A introdução de uma tecnologia segura e com impacto positivo no tempo disponível para as atividades escolares das crianças e participação das mulheres na vida da comunidade;
  • Fomentar o desenvolvimento comercial e de pequenos negócios;
  • A promoção do empreendedorismo no feminino;
  • A redução da devastação das florestas na Guiné-Bissau.

Promover a transição energética e incentivar as comunidades a adotar soluções de energia mais limpas, em particular, nos arredores de Bissau, onde vivem as famílias com menos poder económico e onde o preço do carvão é mais elevado, é a missão de Fumukaba.

+ 25.000 famílias na Região de Bissau

+ 220.000 habitantes

+ 100 mil hectares de deflorestação evitados

+ 530 mil toneladas de CO2 evitadas

Iniciado em Abril de 2018, o programa tem uma duração de 24 meses e está enquadrado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que orientam a Fundação Galp

Energia Sustentável

O desafio da Energia Sustentável na Guiné-Bissau

Na Guiné-Bissau, cerca de 95% da população residente utiliza a lenha e o carvão vegetal para a cozinha e outras necessidades energéticas, devido à baixa produção da energia elétrica e à quase a inexistência do fornecimento e do uso regular do gás butano, tanto nos centros urbanos, como nas zonas rurais.  
O FUMUKABA nasce com o intuito de promover a transição energética na Guiné-Bissau e  incentivar a comunidade a adotar soluções de energia mais limpas, em particular, nos arredores de Bissau onde as famílias com menos capacidade económica vivem e o preço do carvão é mais elevado.

O estudo de base realizado revela também que existe uma utilização excessiva de carvão e lenha na preparação de alimentos em Bissau, impactando a saúde e o ambiente. É por isso necessária a adoção de medidas assertivas para reverter a situação.

Assim, o Fumukaba tem também como objetivo a adoção de uma solução que permite ao país preservar a floresta pelo estímulo à utilização crescente do gás butano, em alternativa ao tradicional uso do carvão.

Apesar de serem reconhecidas as múltiplas vantagens do gás butano, a maioria da famílias não tem condições financeiras para fazer face ao investimento inicial no fogão, acessórios, caução da garrafa e primeira carga de gás.  Sendo esta a maior barreira à sua adoção, será oferecido às famílias um Kit constituído por um fogão, uma queimador e uma garrafa de 6kg de gás butano, ficando apenas para o cliente o custo correspondente à caução da garrafa (11.500 CFA). Posteriormente, aquando da devolução da garrafa, poderão reaver esse dinheiro.

O preço do gás engarrafado -  regulado pelo governo da Guiné-Bissau - é competitivo face ao custo de saco de carvão de qualidade em Bissau, permitindo a continuidade do uso do gás.

O projeto estabeleceu como meta abranger cerca de 25.000 agregados familiares de Bissau (aproximadamente 220.000 habitantes). Entre estas, 100 famílias serão alvo de um processo de seguimento regular ao longo do projeto, para que os impactos do Fumukaba sejam monitorizados.

Parceiros do Projeto

O projeto é apoiado e financiado pela União Europeia e pela Fundação GALP, e desenvolvido no quadro do programa “Pacto dos Autarcas para a África Subsaariana - fase II”. São assim parceiros do projeto, a União Europeia, a Fundação Galp e a UCCLA (União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa) . Mas também o governo Guineense, a Petromar e o Município de Bissau,  stakeholders relevantes que apoiam a implementação do projeto.

A Fundação Galp financia o projeto em 10% e a EU em  90%, num total de 1 milhão de euros.

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